

Amigos do Antena Rock, pudemos ver na partida de ontem o verdadeiro espírito de uma Copa do Mundo levado ao seu extremo. Mais do que uma simples partida de futebol, o evento foi uma batalha entre nações. Uma batalha, em outrora, de conquistas por novas terras. Vimos ali a estratégia dos mais limitados (teoricamente) tecnicamente vencer uma esquadra (teoricamente) melhor. Por isto também é que não devemos poupar nossos melhores guerreiros em vista de problemas internos quando o bem maior é a conquista de uma nação, a conquista de mais um passo e a conquista do território inimigo. Foi assim que o líder Marco Van Bastem pagou por não ter colocado em campo o ótimo centro avante Van Nilsteroy. Já os patrícios, liderados por um compatriota nosso, levaram até as últimas conseqüências a investida no território inimigo e defenderam até os últimos instantes o campo conquistado e venceram mais uma batalha. Mesmo assim, acho improvável que vençam a guerra, mas esta foi, desde 1966, a melhor batalha do time lusitano, época em que outro não lusitano era seu melhor jogador. A Nau holandesa era melhor, mas sucumbiu à estratégia luso-brasileira que, com seu atirador mor Maniche, conquistou mais este grande passo. Agora chegou a hora de enfrentar outros grandes conquistadores, os ingleses. Estes, em minha opinião, mais limitados que os holandeses, mas Portugal perdeu nesta recente batalha grandes guerreiros e não sabemos se irão suportar os descansados súditos da Rainha. Que vençam os lusos, viva o Porto, viva Lisboa, viva os lusitanos e viva o Felipão!
Leonardo Funchal